Lightning Talks

Lightning Talks são apresentações de 20 minutos focadas em um tópico. Uma apresentação pode ser uma ideia, um caso de sucesso, uma história de advertência, convite de colaboração, dica rápida, demonstração ou uma provocação. Esta sessão é uma oportunidade para que as ideias recebam a atenção que merecem.

A regra para essa sessão é simples: 20 minutos e somente vinte minutos.

Curadores / coordenadores:

Érico Fileno, Designer Estratégico na Welab Design e Inovação e Professor da Universidade Positivo.
Rodrigo Medeiros, Designer de interação no Robô Livre e Professor do IFPB.

Datas importantes:

- Submissão das propostas até: 30 de agosto
- Submissão das propostas até: 07 de setembro
- Notificação aos autores: 01 de outubro
- Limite para confirmação e envio da apresentação: 15 de outubro

 

Lista

Designers que codificam: prós e contras

+ Ramon Victor Albuquerque Bezerra
Um profissional multidisciplinar que trabalha com tecnologias web há mais de quatro anos. Se intitula Interaction Designer mas não consegue ficar longe da paixão por códificar html, css e javascript.

Designers devem ou não codificar? Esse sempre foi um tema polêmico e até hoje gera milhares de discussões pelo mundo. A proposta é apresentar quais os argumentos de quem é a favor e contra a ideia do Designer incluir codificação em seus skills. O que os profissionais (Designers) acham? Como o mercado (managers, startups, grandes empresas) vê isso?

 

UCD em grandes e pequenas empresas: o que há de bom em cada uma delas?

+Thiago Esser
Vive em Porto Alegre. Formado em Publicidade e Propaganda (PUCRS) e Artes Visuais (UFRGS). Trabalha com Design para mídias digitais há 10 anos, com foco em soluções voltadas aos usuários, e de olho na viabilidade técnica e nos requisitos de negócio.

A partir da vivência em uma grande empresa e outras tantas em pequenas empresas, questiono: como é difundida e praticada a cultura do Design Centrado no Usuário (UCD) em cada uma dessas realidades? Há vantagens ali e acolá?

Nas pequenas, temos a oportunidade de conversar diretamente com os tomadores de decisão do alto escalão e vendermos o peixe diretamente; nas grandes, por sua vez, podemos ter mais respaldo para experimentar coisas diferentes, pela disponibilidade de recursos.

Mas enfim, quais são os prós e contras de cada uma, em relação à prática do design voltado para as pessoas?

 

Consistência no processo

+Marcus Pérez Cervantes
Marcus tem um mestrado da Universidade de Carnegie Mellon em Design de Interação e já trabalhou para diferentes consultorias e agências como frog design, In/situm e R/GA. O cargo atual dele é de Senior Experience Designer na R / GA. Ele já trabalhou com diferentes clientes como Disney, Hewlett-Packard, PNC, MasterCard, TIM, Google, entre outros.

Não é mais novidade mas sim uma realidade que o tipo de projetos nos quais participamos como especialistas de User Exeperience estão voltados ao universo mobile. E por isso que uma das palavras chaves na criação de plataformas mobile é consistência. Consistência no nosso processo de trabalho. Isso vai desde o primeiro rascunho que fazemos no papel até o protótipo utilizado para testar com usuários.
Neste lightning talk vou apresentar alguns dos métodos e aprendizados sobre como podemos manter essa consistência no nosso dia a dia:
• Usar templates durante o processo para manter consistência.
• Criar um styleguide “branco e preto”.
• Criar protótipos de fluxos principais ou “complexos”mas não de tudo.
• Testar no ambiente certo, ou seja no celular ou tablet para o qual você está desenhando.
• Testar ao longo do processo e não só no final antes de produzir.
• Testar com o seu público alvo e com seus clientes.
• Estar sempre consultando os diferentes materiais e referências que existem sobre Android, iOS, Windows, etc.
Esse é apenas um checklist dos itens que podem ser considerados na hora de desenvolver uma plataforma mobile para manter essa consistência.
E você que faz/já faz/faria para manter essa consistência?

 

Dica: atividade didática em Design de Interação

+Simone Alves Nogueira e Alan Vasconcelos Alves
Simone é Mestre em Design for Interaction pela University of Westminster, Londres (2006), com o título reconhecido no Brasil pela Universidade de Brasília (UnB). Especialista em Arte Educação (2000) pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e graduada em Desenho Industrial – Programação Visual pela Fundação Mineira de Arte Aleijadinho (1993), atual Escola de Design (UEMG). Professora Asssitente IV da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Coordenadora do curso de especialização em Design de Interação – PUC Minas.
Alan possui graduação pela Universidade do Estado de Minas Gerais (2005) e mestrado em Ciências da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2012). Atualmente é professor da escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e professor do curso de especialização em Design de Interação da da  Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Comunicação Visual. Atuando principalmente nos seguintes temas: acessibilidade, cidadania, e-gov, inclusão, usabilidade e transparência.

Apresentação breve de uma metodologia utilizada em uma atividade realizada em sala de aula na disciplina Design Centrado no Usuário do curso de especialização em Design de Interação, PUC Minas IEC.
Os alunos foram orientados a desenvolver propostas de sistemas interativos com o foco no usuário, considerando a experiência de “Ir ao Cinema”. Cinco etapas foram consideradas e distribuídas entre os grupos: escolha do filme, compra do ingresso, localização da sala e poltrona e feedback em redes sociais.
O foco da apresentação será na proposta da atividade como motivação para se pensar processos interativos em experiências comuns dos usuários.

 

Classe C e o Design

+Marília Matoso de Albuquerque
Possui Mestrado em Design pela Universidade Federal de Pernambuco, Graduação em Design Gráfico pelo Centro Federal de Educação Tecnológica e Graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pernambuco. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Projeto de Arquitetura e na área de Design com ênfase em Design Gráfico, Design de Interiores e Design de Produto. É professora dos cursos de Design de Interiores e Arquitetura e Urbanismo da Uninassau (Recife). Pesquisa sobre as interrelações entre usuários e produtos focados na classe C.

A chamada nova classe média, ou classe C já representa 54% da população brasileira, com mais de 100 milhões de pessoas. Esse novo consumidor quer comprar de tudo: roupas, eletrodomésticos, eletrônicos, carros, imóveis. Além de comprar produtos, esse consumidor quer utilizar serviços e modernizar sua vida: planos de saúde, lava-jato, salões de beleza.
Estão esses produtos e serviços acessíveis e adequados a essa classe? E será que a classe C realmente tem acesso a esses produtos e serviços em sua totalidade? E para aqueles que têm acesso, como é feita essa conexão?
Os produtos e serviços no Brasil ainda são muito pensados focados nas classes AB, consequentemente a pesquisa em design e usabilidade também se foca para essas classes, perdendo o acesso inteligente e programado a uma grande fatia da população. Existe o pensamento errôneo de que a classe C não compraria produtos e serviços diferenciados, pois tem um trabalho grande de pesquisa que encareceria o produto final, mas deve-se pensar que o processo é o contrário: se a pesquisa e estudo, há alcance, barateamento e sucesso.
São poucos os designers no país que estão preparados para trabalhar em parceria com a in¬-dústria e pensar nesta logística de desenvolver um produto popular. Ele tem que ter um formato e um valor apropriado. Do outro lado, os empresários não estão preparados para investir neste potencial humano. A universidade coloca designers no mercado sem nunca ter mantido uma relação com o usuário de fato.
Nos tempos da internet rápida e veloz e smartphones de última geração fazendo parte do cotidiano da classe C, pouco tem se pensado em como integrar o design seja de produtos, seja na web e nos aplicativos voltados para as necessidades logísticas e humanas de mais de 100 milhões de brasileiros.

 

UX, Xadrez e Métricas de Vaidade

+Marcelo Morais
Sou formado em Publicidade e Propaganda com especializações em Design Gráfico, Comunicação Empresarial e Gerenciamento Empresarial. Com uma experiência de 18 anos de atuação no desenvolvimento de produtos interativos no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa. Mas nada disso me preparou pra ser o pai da Livia e do Arthur, os dois projetos mais surpreendentes e fantásticos que já tive e com quem, diariamente, aprendo o que é viver.

As métricas que escolhemos estabelecem se estamos tendo sucesso ou não em nossos projetos, em nossas carreiras e em nossas vidas. O perigo está na má escolha destas métricas. Para falar sobre esse tema pretendo estabelecer uma relação entre as métricas de UX, da vida e as métricas de vaidade, citadas por Eric Ries em Lean Startup, usando como pano de fundo uma das mais famosas e intrigantes partidas de xadrez já realizadas até hoje.

 

Getting [the right] Things Done: Uniting User needs and business objectives in agile projects

+Carlos Rosemberg Maia de Carvalho
Business Analyst and Interaction Designer with over 15 years of experience in creating digital products and services. Currently works at Instituto Atlântico and is a member of LUQS/Unifor.

Although often relegated, one of the biggest challenges in the design of new products is managing the product backlog in order to align the strategic objectives of the business and user needs. This talk will present a model (in evolution) that unites user studies with backlog management in order to improve the return on investment (ROI) in agile projects. It will also be presented the first results of using this technique in real project, as well as next steps.

 

Metáforas incorporadas

+Pedro Martins Alessio
Pedro Alessio, Designer, mestrado em games e novas midias, doutor em informatica pelo conservatorio de artes e oficios de Paris.

Seu arquivo apodreceu? Ou é tão pesado que você nem consegue mais arrastar ele? Minhas músicas preferidas sempre ficam boiando enquanto aquelas esquecidas afundam. Aquele prazo derreteu.. você o tinha congelado mas seu chefe tirou do freezer. Esses são alguns exemplos de metáforas incorporadas aplicadas em contextos diversos. As metáforas como modelo do sistema cognitivo aplicado ao design de interação é o tema de minha tese de doutorado. Uma apresentação lúdica e divertida que pode trazer uma quebra de paradigma animado e que espero fertilize ideias inovadoras na platéia curiosa.

 

Guía rápida de UX para que equipos de Startups

+María Isabel Murillo
Co-directora de Usaria Bogotá. Investigación con usuarios en Latam. Entrenamiento a equipos de diseño y desarrollo en metodologías de UX.

Después de asesorar equipos de Startups de programas de emprendimiento del gobierno colombiano y participar como mentora en varios Startup Weekend, quisiera compartir: ¿Cuáles son los errores clásicos que cometen los equipos de emprendedores? ¿Cómo empezar a hacer UX sin tener idea qué es? ¿Cómo aplicarlo a la presentación de la idea de negocio, a la validación del producto y la construcción del mismo? ¿Cómo diseñar en equipo para tener un mejor producto?

 

Economia e Design

+Karla da Cruz Costa
Designer estratégico na Welab Design e Inovação, especialista em Design de Interação (Faber-Ludens) e cursando MBA em Administração (FGV).

O design pode ampliar sua atuação para além de produtos, interações ou sistemas, pode modificar o seu papel social e se transformar em um meio criativo na construção de uma sociedade mais justa. O uso de processos de design para o desenho de novos modelos de negócio colabora para a criação de uma economia centrada no ser humano, de valor para as pessoas e financeiramente sustentável para os negócios. Apresentarei exemplos de mercado e conceitos baseados em teorias de Schumpeter e Buchanan.

 

Equipes Integradas: projetar focado no usuário num processo colaborativo e ágil

+Karina Sirqueira Silva

O Marketplace é um projeto estratégico com diferentes expectativas e um timebox muito apertado. Pensava-se que a dupla de criação demoraria para projetar a melhor UX. Nos motivamos para mostrar que UX não precisa ser custosa e demorada. Em um dia foi possível conceituar, projetar e integrar o time e os stakeholders. Um processo que pode ser feito em partes e totalmente adaptável, enxuto e ágil e adaptando-se às necessidades dos times e projetos complexos, e ainda assim focado no usuário.

 

O design das interações prazerosas

+Thomaz Rezende Gonçalves
Gerente de Planejamento e UX Designer na agência digital catarinense TAG Interativa. Atuou em projetos de UX aplicados à diferentes plataformas digitais para grandes marcas como Grupo Whirlpool (Brastemp, Consul, KitchenAid, Embraco), Unimed, Dohler, Seven Boys, Hering, NeoGrid, Grupo Copobras (Copobras e Incoplast), Intelbras, Duas Rodas, Grupo Círculo, entre outras.

A minha proposta é relativamente simples, tem como objetivo fazer uma provocação apresentando e questionando as possibilidades de atingir o prazer através das interações proporcionadas pelo design. Para isso, pretendo utilizar os 20 minutos da apresentação para propor um questionamento a respeito da Hedonomia e dos aspectos físicos, cognitivos e sensoriais presentes nas interações humanas mediadas por artefatos.

 

Como HCD e Agilidade ajudaram na construção do sistema interno do maior hospital do Haiti

+Natalia Arsand e Glauber
Natalia e Glauber são Experience Designers da ThoughtWorks Brasil e trabalham em projetos agéis que permitem trabalho colaborativo entre desenvolvedores e designers.

Nessa conversa, iremos abordar nossa experiência no projeto da interface de um sistema médico para o hospital da cidade de Mirebalais, no Haiti. Apresentaremos as técnicas e processos de design que utilizamos para chegar a uma interface que se encaixa no cotidiano e contexto dos usuários deste sistema, e como conseguimos trabalhar simultaneamente com os desenvolvedores, o cliente e o usuário, focando sempre na experiência que o nosso usuário tem ao navegar e executar suas tarefas diárias. Irei parear na apresentação com o Glauber Ramos, que também já está inscrito no evento.

 

Dez tópicos sobre apresentações de slides

+Renata Amorim Cadena
Recifense de vida dupla entre o mercado e academia: designer editorial e doutoranda em Design da Informação com enfoque em Educação na UFPE.

Considerando que as apresentações de slides estão presentes nas diversas atividades sociais em que circulamos (inclusive familiares – ou você não recebe correntes de emails com fotos de sua cidade?), que tal discutir um pouco sobre a pesquisa e prática relacionada a esse formato em dez curiosidades sobre o tema? Nesses pontos serão abordados características, recomendações e, claro, polêmicas sobre o “.ppt” e seus similares.

 

Lendo emoções na pesquisa com usuário

+Beatriz Lopez Lonskis
Analista de produtos de Experiência do Usuário no Terra. Formada em Design Gráfico e pós-graduada em Gestão de Com. em Mídias Digitais, ambos pelo Centro Universitário Senac.

Gostaria de conversar sobre a importância de ler e detectar algumas emoções através da observação sobre linguagem corporal e expressões faciais durante pesquisa com usuários. Embora procuremos nos atentar à voz e ação do usuário durante conversa, nos lembramos de observar as emoções estampadas nos rosto e corpo?
Segue um exemplo de importância de observar o comportamento do usuário e fazer com que ele se sinta à vontade, para que possamos captar o maior possível da essência na relação entre máquina e usuário:
http://www.designstaff.org/articles/body-language-2013-01-24.html

 

Uma startup dentro de uma agência

+Bruno Oyama
Visual Designer trabalhando em Agência de Propaganda em um núcleo que funciona como uma Startup. Com início da formação em Publicidade e depois em Processamento de Dados acabei fazendo Faculdade em Design e MBA em Gestão de Marcas, trabalho há 8 anos com foco em projetos digitais, mas tento levar o Design para qualquer coisa que quero fazer, passei por estúdios de Design, AgênciaClick e atualmente na JWT. E entre um trabalho e outro arrumo um tempo para colaborar com o blog Arquiteturadeinformacao.com.

Para as marcas, conseguir a atenção das pessoas está cada vez mais difícil. Vemos por outro lado startups que conquistam minutos ou horas preciosos das pessoas com soluções simples para problemas reais.

Algumas marcas, inspiradas nesse fenômeno, perceberam que podem ser ainda mais relevantes investindo em produtos que de alguma forma melhorem a vida de seus clientes.

Muitas destas inovações estão afetando diretamente grandes empresas: Instagram x Kodak, Airbnb x Hotéis, NikePlus x Academias e Taxi99 x Cooperativas.

Atentas a esse movimento algumas agências de comunicação já começaram a se mobilizar para desenvolver startups dentro de sua estrutura, que permitam a criação não apenas de propaganda como conhecemos, mas de produtos digitais para as marcas atendidas. Nessa lightning talk pretendo compartilhar os altos e baixos de fazer parte de um desses times e os aprendizados obtidos nessa missão – que é menos simples do que parece.

 

Para mais informações sobre o evento, localização e facilidades, contate-nos através do e-mail contato@ixdarecife.org

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